Banco da Amazônia registra lucro de R$ 302,6 mi e contrata R$ 5,29 bilhões em crédito de fomento




Os dados têm como base o primeiro semestre de 2021 e as contratações referem-se a recursos de crédito de fomento – FNO e outras fontes 

A região Amazônica recebeu em contratações com recursos de crédito de fomento pelo Banco da Amazônia (BASA) o valor de R$ 5,29 bilhões somente no 1º semestre de 2021, um crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período de 2020, que foi de R$ 4,56 bilhões.  

De acordo com o presidente do BASA, Valdecir Tose, os financiamentos concedidos, contemplaram empreendimentos de diferentes portes, segmentos e setores, promovendo assim a redução das desigualdades intra e inter-regionais na região. “A expansão do crédito está relacionada principalmente ao setor rural que demandou R$ 3,6 bilhões, 97% de crescimento em relação a 2020”, explicou.  

O resultado financeiro do primeiro semestre também registrou o lucro líquido de R$ 302,6 milhões, um crescimento de 177% em relação ao mesmo período de 2020. Já o Patrimônio Líquido foi de R$ 2,7 bilhões, apresentando uma elevação de 17,5% em relação ao mesmo período de 2020, cujo valor foi R$ 2,3 bi. O valor patrimonial do BASA, que é o valor do Patrimônio líquido dividido pela quantidade de ações, encerrou o 1º semestre no valor de R$ 91,85, contra R$ 78,1 milhões do 1º semestre de 2020, quando foi contratado R$ 1,86 bilhão.  

Recursos do FNO 

Dos R$ 8,63 bilhões de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) destinados para a região Norte, R$ 4,93 bilhões já foram aplicados, o que representa mais de 57% do valor destinado. “Em comparação ao mesmo período do ano anterior, as operações contratadas do FNO aumentaram em 13,85%”, revelou o presidente Valdecir. Para linhas do FNO Verde, que incentiva projetos sustentáveis na região, o Banco financiou R$ 1,65 bilhão, o que representa 33,5% das operações contratadas do FNO. 

Das aplicações realizadas no 1º semestre, os empreendimentos do setor rural demandaram R$ 3,67 bilhões (74%) e os empreendimentos dos demais setores R$ 1,26 bilhão (26%) do valor contratado. Outro ponto importante é que os financiamentos contemplaram empreendimentos de diferentes portes, segmentos e setores. “Foram priorizados os de menor porte – mini, pequeno e pequeno – médio, totalizando R$ 3 bilhões em observância as diretrizes do FNO que orientam foco nos pequenos”, comentou o presidente. 

Programa Amazônia Florescer Urbano 

No primeiro semestre, o Banco da Amazônia atendeu 29.262 empreendedores populares, aplicando o montante de R$ 101 milhões, um aumento de 170% em relação ao mesmo período de 2020, ocasião em que foi aplicado o valor de R$ 37,35 milhões. “Este aumento foi devido a melhorias e simplificações na concessão do crédito, bem como devido a abertura de dez novas Unidades de Microfinanças no final de 2020”, disse Valdecir. 

Recuperação de Crédito 

Valdecir Tose informou que o Banco alcançou o volume recuperado de R$ 70,07 milhões, crescimento de 47,89%, em relação ao período de 2020, que foi de R$ 47,38 milhões. “O destaque foi na recuperação da carteira do FNO que alcançou R$ 42,3 milhões, elevação de 62% quando comparado com o mesmo período do ano anterior que registrou R$ 26,2 milhões”, informou. 

O documento completo com as demonstrações financeiras do semestre encontra-se em Central de Resultados.



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