Banco da Amazônia inicia nova fase do Pronaf Digital na Ilha do Marajó-PA




A ferramenta já está sendo usada pelas empresas de assistência técnica e as propostas são efetivadas em um único dia   

O Banco da Amazônia (Basa) vai iniciar em dezembro a segunda fase de implantação do aplicativo Pronaf Digital, onde será operacionalizado a linha Pronaf Custeio.  

No município de Soure, no Arquipélago do Marajó, e na Comunidade Indígena Xaari, em Boa Vista-RR, está sendo operacionalizada a primeira fase da instalação do aplicativo com a linha Pronaf B, que oferece R$ 2.500,00, atendendo principalmente as atividades de pesca artesanal e extrativismo como açaí, pupunha, bacuri e etc. Na segunda fase, com a linha Pronaf Custeio, será realizado o custeio pecuário e custeio agrícola, como o cultivo de açaí, abacaxi, arroz, cacau e mandioca, culturas predominantes na região amazônica.    

De acordo com o presidente do Banco da Amazônia, Valdecir Tose, por meio do Pronaf Digital, o Basa está fazendo inclusão social e cidadania de forma rápida, simples e objetiva para a população ribeirinha e tradicional da região amazônica. “Neste ano, vamos aplicar mais de R$ 10 bilhões em projetos sustentáveis, projetos que apoiam o desenvolvimento desta população, visto que temos 28 milhões de habitantes só na Amazônia brasileira”, comentou.  

O gerente executivo de Governança de TI do Basa, Cláudio Pinto, informa que aproximadamente há 400 clientes cadastrados atualmente na primeira fase do projeto piloto do Pronaf Digital que teve a duração de cinco meses e foi realizada na Comunidade Indígena Xaari, em Boa Vista-RR e em Soure-PA. “Em dezembro, daremos partida ao piloto da linha Pronaf Custeio, mas em seguida serão disponibilizadas também o Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Floresta”, informou o gerente. 

O presidente Valdecir Tose informa que o Pronaf Digital foi criado para facilitar a vida de produtores rurais e agricultores familiares que utilizam as linhas de crédito de fomento do Banco, por meio das empresas de Assistências Técnicas Rurais (ATER). Segundo ele, o modo digital simplifica processos para quem mora longe de localidades urbanas com o difícil acesso de chegar até à agência. “O crédito digital facilita a inclusão e cidadania das pessoas no mercado financeiro. Com esta tecnologia, as pessoas vão interagir diretamente no aplicativo. O usuário vai ter as informações e consultas sem nem um custo. É um crédito barato, simples e fácil para o produtor”, afirmou.   

Para a gerente geral da agência do Banco da Amazônia em Soure-PA, Neuma Silva Bastos, o projeto tecnológico Basa Digital é um grande avanço e está diminuindo significativamente o tempo de resposta ao cliente, recepcionando as propostas da assistência técnica, e no mesmo dia, realizando a análise e a efetivação do crédito. Ela informa que a agência já atendeu os municípios de Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari e Santa Cruz do Arari, somando mais de 70 operações contratadas através do Basa Digital.  

O cliente Nilson Cardoso da Silva, agricultor familiar de Soure-PA, foi um dos beneficiários do Pronaf Digital para a construção artesanal de pequenas embarcações. “Foi uma surpresa a agilidade do processo ao crédito, antes do modo digital eram bem mais demorados os meus processos. O crédito vai ajudar bastante, pois toda a minha família sobrevive do extrativismo”.   

Sobre o Pronaf   

Com o Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, produtores rurais, pescadores e extrativistas, têm acesso ao crédito, que gera renda e melhoria na qualidade de vida da unidade familiar.  

Mais informações podem ser acessadas no site bancoamazonia.com.br.



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