A internet trouxe muitas facilidades. Poder fazer várias coisas por meio de um clique e do conforto de casa talvez seja a melhor delas. Mas, com isso, também ficou muito mais fácil para indivíduos mal intencionados e bandidos praticarem golpes e enganarem centenas de pessoas ao mesmo tempo.

Segundo a empresa de segurança NordVPN, desde o início da pandemia, houve um aumento de 400% em golpes praticados pela internet — principalmente o phishing, em que o golpista finge ser uma pessoa ou empresa para conseguir dados dos usuários. Somente usando nomes de bancos e instituições financeiras, ocorreu um aumento de  44% nesses golpes, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Para evitar cair em golpes na internet, é necessário conhecer as principais abordagens e formas de contato dos “bandidos”. Assim, é possível ter a atenção redobrada para tais situações. Casos como aquela promoção tentadora — de um produto ou serviço que você sabe que custaria bem mais do que o valor anunciado — têm grandes chances de ser um golpe. 

Conheça os exemplos mais comuns de abordagem e táticas para aumentar sua segurança e evitar cair nessa cilada:

1 – Não revele ou compartilhe dados pessoais para quem não conhece;

2 –  Nunca clique em links desconhecidos;

3 – Verifique se a loja existe antes de comprar;

4 – Tenha cuidado com os compartilhamentos nas redes sociais;

5 – Não adquira ou negocie empréstimos ou outras situações financeiras com contatos e e-mails desconhecidos;

6 – Sempre que estiver em dúvida, finalize a chamada ou conversa e entre em contato com o canal de atendimento oficial da instituição ou empresa.

Seguindo essas dicas, ficará muito mais difícil para esses bandidos praticarem seus golpes com você.

Em caso de dúvida sobre a veracidade ou não de um contato do Basa, entre em contato com seu gerente ou acesse o nosso site: https://www.bancoamazonia.com.br/index.php/o-banco/seguranca

A partir desta segunda (1) até o dia 16 de setembro, as inscrições para os editais de Patrocínios e do Espaço Cultural Banco da Amazônia estão abertas.

Os editais são criados para patrocinar projetos que contemplem as cinco áreas estratégicas de atuação do banco: social, ambiental, cultural, esportiva, feiras e exposições, e eventos. Há ainda oportunidades para o edital do Espaço Cultural Banco da Amazônia, que se destina à seleção de projetos para concorrer ao “Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais”. 

Serão escolhidos projetos que tenham compromisso com o desenvolvimento e a sustentabilidade econômica, social e ambiental; priorizem a difusão da cultura regional e ocorram em parceria com os diversos atores sociais dos estados amazônicos onde o banco atua.

A inscrição é gratuita e os projetos enviados passarão por quatro fases. São elas: 1ª) pré-seleção e seleção; 2ª) homologação do julgamento pela Diretoria Executiva; 3ª) habilitação jurídica e regularidade fiscal e trabalhista; e 4ª) a contratação do projeto de acordo com os Normativos de Auditoria Interna e da Lei 8.666/93.


Quer saber em qual edital você pode se inscrever? Clique aqui e confira:

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) do Basa começa a receber novas solicitações de crédito a partir de hoje.

Com ele, você consegue os recursos necessários para atender às necessidades de capital de giro da sua empresa, quitar custos operacionais (como salário dos funcionários, pagamento de contas, compra de matéria-prima, mercadorias etc.) e estruturar de vez a saúde financeira da sua empresa.

E o melhor: a taxa de juros usada no Pronampe será a Selic, que atualmente está em 13,25%, mais 6%. Com isso, os empréstimos terão taxa de 19,25% ao ano. E com o Basa você ainda terá até 48 meses de prazo para pagamento e até 11 meses de carência. 

Clique aqui e garanta agora esta superoportunidade para você e o seu negócio.

Banco da Amazônia se destaca não só por oferecer serviços bancários de forma digital, mas também por levar assistência para população rural com dificuldade de acesso. Basa Digital é uma plataforma pensada para reduzir a distância entre o produtor rural e o crédito

Resumo: A transformação digital é essencial para instituições bancárias ofertarem serviços e produtos aos mais diversos tipos de empresas e clientes. O Banco da Amazônia (Basa) vem se destacando por ações de assistentes técnicos, que levam serviços a produtores rurais e outros segmentos da população menos urbanizados. O Basa Digital é uma plataforma, composta por uma solução web mais aplicativo, desenhada para reduzir a distância entre o produtor rural e o crédito.

Repórter: Alan Rios

A transformação digital de instituições bancárias é essencial para empresas e clientes se fidelizarem. Hoje, novas ferramentas e possibilidades de prestações de serviços estão sendo ampliadas para promover a desburocratização do acesso por aqueles que não conseguem serviços bancários comuns como financiamentos e empréstimos. Porém, ainda é um desafio levar essa facilidade para regiões com pouco acesso aos meios digitais.

Entre as iniciativas para superar essa barreira, o Banco da Amazônia (Basa) vem se destacando por ações de assistentes técnicos, que levam esses serviços até produtores rurais e outros segmentos da população menos urbanizados. O Basa Digital é uma plataforma, composta por uma solução web mais aplicativo, desenhada para reduzir a distância entre o produtor rural e o crédito. É o que explica Valdecir Tose, presidente do Basa.

“Nós temos assessores de negócio que vão até os batedores de açaí, o feirante. Com um tablet, ele tira fotocópia dos documentos, faz abertura de conta, ele faz o crédito, tudo diretamente através do aplicativo”, conta. O presidente lembra ainda que o Basa foi o primeiro Banco a ofertar o acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) por meio digital.

“A assistência técnica, a Emater, a Ceplac, vão junto ao produtor, com seus smartphones, e coletam os documentos desse produtor. Quando chega na cidade, ele manda essas informações para o banco, o banco pega todos os dados que tem, pega a declaração de aptidão, as certidões negativas, tudo isso é pego de uma base de dados e, em até 72 horas, o crédito é aprovado e liberado, ou diretamente em uma conta que já foi aberta ou através de um cartão de débito que ele vai poder utilizar na sua localidade”, detalha.

Os desafios do Banco da Amazônia em realizar a transformação digital dos seus serviços surgiram principalmente por se tratar de uma instituição bancária que nasceu ainda em 1942 e também por atender diversas famílias de áreas rurais. Mas esses desafios foram superados a partir de trabalhos pensados para o ambiente virtual. “Isso é a inovação de um banco estatal. Sair de um modelo tradicional de análise, que demorava 60 dias e passar pelo modelo digital, que demora até 72 horas para aprovar um crédito”, pontua Valdecir.

Além do Pronaf, o Banco da Amazônia oferece serviços voltados ao microempreendedor individual (MEI) e operações de Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), entre os destaques. O Sebrae será um dos parceiros para o MEI, disponibilizando serviços que auxiliam a população no preenchimento de dados e outras ações. “Então, ao mesmo tempo que eu faço o crédito mais rápido, eu ajudo nessa inclusão digital dessa população. Uma população que não estava acostumada com o digital, mas, a partir do financiamento, ela pode estar já dentro do digital”.

Uma família beneficiada com financiamentos do Basa foi a de Josy Kelly Rodrigues e Heraldo Lima, moradores do Pará. Segundo ele, a capacitação dos funcionários para realizar esses serviços aos clientes também é um diferencial. “Quanto ao financiamento do projeto achei que não foi tão difícil, não foi burocrático. Eles fazem de tudo para ajudar”, diz Heraldo.

Para especialistas, essa é uma via de benefícios econômicos a todos os envolvidos. Enquanto a população usufrui dessa acessibilidade, os bancos promovem mais formas de facilitar processos antes complexos. “A digitalização e os bancos virtuais vieram para facilitar muitas vezes a vida do cliente, através do internet banking, do home broker. Facilita porque o cliente pode fazer operações durante 24 horas do dia, sete dias da semana”, opina o economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), César Bergo.

Dos R$ 9 bilhões oferecidos pelo Banco da Amazônia (Basa), R$ 5 bilhões serão destinados à agricultura familiar, mini e pequenos produtores

O setor agropecuário amazônico vai contar com R$ 9 bilhões, disponibilizados pelo Banco da Amazônia (Basa), por meio do Plano Safra 2022/2023. Desse total, R$ 5 bilhões serão destinados a agricultura familiar, mini e pequenos produtores. No último Plano Safra (21/22), a instituição financeira destinou R$ 9,86 bilhões ao agronegócio regional.

TAGS: economia, Basa, Amazônia Legal, recursos, investimento, sustentabilidade

O setor agropecuário amazônico vai contar com R$ 9 bilhões, oferecidos pelo Banco da Amazônia (Basa), por meio do Plano Safra 2022/2023. O novo plano estará em vigor de 1° de julho de 2022 a 30 de junho de 2023. Para o gerente de Pessoas Físicas do Basa, Luiz Lourenço de Souza Neto, o repasse é importante para o desenvolvimento da Amazônia, sobretudo no que se refere aos trabalhos voltados à sustentabilidade. 

“Esse recurso chega em um bom momento para o todo o setor produtivo da região. Com isso, esperamos cada vez mais combater as desigualdades existentes e promover os bons negócios no campo. Vamos lançar com R$ 9 bilhões, mas, se tudo transcorrer dentro do que temos trabalhado, esperamos alcançar e até ultrapassar essas metas. De acordo com a entrada de recurso, conseguiremos aplicar mais do que o previsto”, afirma.

No último Plano Safra (21/22), a instituição financeira destinou R$ 9,86 bilhões ao agronegócio regional. O valor foi 33,7% superior ao da safra anterior (20/21), que contou com aplicação de R$ 7,24 bilhões. Do montante de 2021/2022, R$ 5,34 bilhões foram investidos em pecuária, enquanto R$ 4,34 bilhões na agricultura. Nas últimas cinco safras, a instituição financeira aplicou R$ 28 bilhões no agronegócio regional.

Dos R$ 9 bilhões que serão destinados à movimentação da economia da Amazônia Legal, R$ 5 bilhões serão destinados a agricultura familiar, mini e pequenos produtores.

Segundo Lourenço, a instituição pretende aumentar as aplicações a cada safra. Por esse motivo, tem facilitado o acesso por meio de linhas de investimentos do Pronaf, utilizando o Basa Digital.

“Esperamos, só na agricultura familiar, aquela atendida pelo Pronaf, superar a casa de R$ 1 bilhão no próximo Plano Safra. Esse também será um recorde para o Banco da Amazônia. Para se ter uma ideia, no Plano Safra atual, aplicamos R$ 670 milhões na agricultura familiar”, pontua.

“A gente trabalha com muita dedicação para desenvolver ferramentas novas, facilidades de acesso ao crédito, revisão de políticas, que permitam que o pequeno produtor possa ser atendido de maneira mais rápida, prática e objetiva e que o crédito consiga chegar nas mãos desse pequeno produtor rural principalmente”, complementa Luiz Lourenço. 

Lançamento Plano Safra 2022/2023

O lançamento do Plano Safra 2022/2023 está previsto para esta sexta-feira (1º), às 9 horas, no auditório Lamartine Nogueira, na sede do Banco da Amazônia, Rua Presidente Vargas, 800, em Belém (PA). O evento contará com transmissão ao vivo pelo canal do Banco da Amazônia no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=H68CdgtZ3cQ )

O evento será apresentado no formato híbrido (presencial e on-line). Na ocasião, o Basa irá anunciar os recursos disponíveis para o plano a serem aplicados na região. A ideia da instituição é oferecer as melhores taxas do mercado e condições de financiamento para impulsionar ainda mais o setor do agronegócio.

Reportagem, Marquezan Araújo

Quem tem dívidas atrasadas de operações de crédito com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) pode negociar até 80% de desconto sobre multas e juros este ano. A oportunidade vale para aqueles que tomaram crédito (rural ou não) operado pelo Banco da Amazônia, com recursos do fundo. O desconto não se aplica ao valor principal do empréstimo.


Podem participar dessa oportunidade de renegociação aqueles que fizeram a operação de crédito há mais de sete anos e que tenham ao menos uma parcela “prejuizada”, ou seja, que esteja há mais de 180 dias em atraso. A oportunidade foi possível a partir da Lei 14.166/2021, que permitiu descontos e renegociação extraordinária de empréstimos tomados com recursos dos fundos constitucionais.

O gerente de Administração de Crédito do Banco da Amazônia, Manoel Piedade, esclarece que no caso de financiamento público a dívida não caduca. “Quando a gente fala em prescrição, nós estamos falando dessas instituições de proteção ao crédito, como o Serasa. Essa, sim, tem um prazo máximo de cinco anos ficando lá. Recurso público não prescreve. O devedor vai ficar no CADIN, fica impedido de aposentar, para quem é produtor rural, além de outros implementos previstos em Lei”, exemplifica Piedade.

Também se aplica a cobrança das garantias para as operações em atraso, como a tomada de um imóvel, por exemplo. Muitas dessas operações também já estão sob processo de cobrança judicial. “É uma oportunidade de regularizar. A lei permite que quem está com o processo em demanda judicial, se ele manifestar interesse, vai ter a oportunidade de pagar nos termos da lei. Enquanto o pedido é analisado pelo banco o processo na justiça fica suspenso”, esclarece o gerente.

O Banco da Amazônia estima que cerca de 95 mil contratos são elegíveis para a renegociação no âmbito da Lei 14.166. Desses, cerca de 80% são créditos de pequeno e médio porte que atenderam a operações de crédito para agricultores familiares. O gerente de crédito do Basa considera que a dificuldade de comunicação pode ser um limitador para que os produtores saibam das condições e consigam fazer a renegociação.

“A Região Norte é continental, temos muitos ribeirinhos, cujo acesso às cidades com mais recursos de comunicação, acesso à internet, por exemplo, é mais difícil”, reconhece o gestor. Por isso, o Banco tem feito esforços extras para dialogar com prefeituras e associações para que quem tem direito à negociação possa aproveitar a oportunidade.

Cálculo

As operações podem ser recalculadas pelas taxas originais ou pelo IPCA. A aplicação dos rebates/descontos previstos na Lei 14.166/21 vai depender do porte original do devedor e do setor: se é rural ou não rural. Os descontos são maiores para as renegociações que pretendem a quitação da dívida.

Porte do beneficiário (produtor rural / empresa)Crédito não ruralCrédito rural
Agricultura familiar80%
Mini, micro, pequeno e pequeno-médio70%75%
Médio65%70%
Grande60%65% 

Não podem se beneficiar da lei:

O Banco da Amazônia (Basa) convocou 15 aprovados do Concurso Público 2022. Inicialmente foram convocados os aprovados para o cargo de Técnico Científico de Tecnologia da Informação (TI) para serem alocados na área metropolitana de Belém.

Para os candidatos do cargo Técnico Bancário, o Banco vai publicar as vagas disponíveis até 31/05/2022 e como está previsto no Edital do Concurso. “Os candidatos serão alocados nos Postos de Atendimento e Agências, em qualquer uma das localidades em que o Banco atua e iniciaremos as convocações em 15 dias após publicar as vagas”, informou a gerente de Gestão de Pessoas do Basa, Bruna Paraense. “Serão 219 vagas a serem preenchidas imediatamente, sendo 204 para Técnico Bancário e 15 para Técnico Científico TI. As primeiras convocações ocorreram no dia 31 de maio”, acrescentou. 

O concurso foi homologado em 16 de maio de 2022. Além das vagas que serão preenchidas, 816 vagas ficarão para formação do cadastro de reserva que podem ser convocados ao longo de um ano, a critério do Banco da Amazônia, podendo ser prorrogado por igual período.

Os candidatos devem ficar atentos ao site do Banco da Amazônia www.bancoamazonia.com.br ou o endereço eletrônico da Fundação Cesgranrio, responsável pela organização do concurso. Devem seguir o cronograma de apresentação à convocação e comparecer munidos de todos os documentos exigidos para o cargo, conforme está previsto no edital, sob pena de perda da vaga.

É possível criar gado de forma sustentável? Projeto na Amazônia mostra que sim

Os animais ficam soltos na natureza, se beneficiam de sombras naturais, água fresca e recebem a ração preparada a partir de capim cortado, espalhado em diferentes regiões da propriedade

Mais de 40% do gado no Brasil está na região da Amazônia Legal, segundo o Censo Agropecuário de 2017 (último levantamento feito pelo IBGE). Para garantir a sustentabilidade da atividade, a produção de gado na região tem buscado alternativas que reúnem preservação ambiental e produtividade para a pecuária na região amazônica.

A criação de gado sustentável é um sonho que tem sido cada vez mais real para a Pecuária Saad, localizada em Amajari (RR). O proprietário, o paranaense Bechara Saad, de 67 anos, foi para a região de Roraima em 1979, período em que o governo estimulava a migração de produtores com seus rebanhos para a região amazônica, sob o slogan “Integrar para não entregar”.

Desde o princípio, Bechara trabalha com gado e, desde 2019, está desenvolvendo o manejo sustentável do rebanho. Em sua propriedade, no extremo norte de Roraima, ele iniciou o trabalho de implantação da pecuária verde.

O gado fica concentrado em pequenas áreas que variam de 50 a 100 hectares, chamadas de piquete. Nesse espaço, os animais ficam soltos na natureza, se beneficiam de sombras naturais, água fresca e recebem a ração preparada a partir de capim cortado, espalhado em diferentes regiões do piquete. À medida que o animal pisoteia, se alimenta e excreta, o solo vai se enriquecendo de matéria orgânica.

“O solo vai ficando cada vez mais poroso, a pastagem cada vez mais verde, vai absorvendo melhor a umidade e vai sentindo cada vez menos o efeito da seca. Há ausência total de fogo. O gado come alimento fresco, fica mansinho. É uma coisa inacreditável”, explica animado o pecuarista.

Após 60 dias, o rebanho é conduzido a outro piquete e aquela pastagem anterior naturalmente se regenera. “É um sistema muito bom e tem a vantagem que as pastagens vão ficando cada vez mais exuberantes sem adição química – depois das pastagens formadas. E, então, vai ter uma captação de CO² no solo e não emissão de CO² na atmosfera. É muito sustentável”, acrescenta Saad.

Incentivo à sustentabilidade

A iniciativa da Pecuária Saad, pioneira na região, recebeu apoio do Banco da Amazônia (Basa). Além dele, outros 11 produtores da Região Norte receberam incentivo financeiro e técnico para desenvolver projetos que reúnem criação de gado e sustentabilidade. Eles fazem parte de um projeto piloto do Basa que recebeu o nome de Pecuária Verde. 

A partir da experiência desses 12 proprietários, o Basa está desenhando um novo produto para apoiar projetos de pecuária sustentável na região amazônica. “A seleção deles se deu em virtude de serem produtores tradicionais que já empregavam iniciativas ‘verdes’ em seu processo produtivo. Com esse apoio creditício e técnico, esperamos potencializar e aperfeiçoar esses empreendimentos, em bases sustentáveis sólidas”, diz o superintendente regional do Basa do Amazonas e Roraima, Esmar Prado.

Atualmente na fase de modelagem, o projeto Pecuária Verde deve atender ao menos mil  propriedades, abrangendo 5 mil trabalhadores, estima o superintendente. A ideia do Pecuária Verde é que os beneficiários sejam capacitados para utilizar as melhores tecnologias e práticas, sem desmatamento, com a manutenção das áreas a serem preservadas e o conforto animal. 

“Não é produzir por produzir. É produzir com uma base socialmente e ambientalmente responsável, observando todas essas questões que envolvem a nossa segurança futura do meio ambiente”, explica Prado. O produto deve ser lançado para o mercado em meados de agosto.

A nova linha de crédito está sendo feita a muitas mãos. A área técnica da instituição financeira conta com a experiência dos produtores e com a parceria da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e do projeto Finanças Brasileiras Sustentáveis (FiBraS). A nova modalidade se alinha aos  Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Reportagem, Angélica Cordova

O Banco da Amazônia (Basa) divulga nesta quarta-feira, 18 de maio, o resultado final da terceira edição do Edital de Seleção Pública de Pesquisa Científica e Tecnológica 2022. Foram escolhidos 24 projetos de onze instituições de pesquisa, que receberão um investimento de R$ 2,2 milhões pelo Banco. Neste ano, serão liberados mais de R$ 816 mil para o início dos projetos. O Edital vai contemplar 206 pesquisadores de forma direta e indireta de toda a Amazônia.

O pesquisador Oriel Filgueira de Lemos foi o primeiro lugar dentre os classificados com o projeto “Produção da Pimenta-do-reino em tutor vivo de Gliricídia: Alternativa sustentável para agricultura familiar”. Para ele, o presente edital cria oportunidades para o Pará desenvolver processos e produtos inovadores para o agronegócio paraense. “Permiti consolidar esses grupos de pesquisas a avançar na geração de tecnologias sustentáveis”, pontuou.

Para a gerente executiva de Planejamento (Gplan), Márcia Mithie, o balanço é positivo. Todos os 24 projetos classificados passaram por um rigoroso processo de análise e avaliação, levando em consideração os critérios técnicos, coerência, contribuição regional, inovação e originalidade, além da relevância das propostas junto à instituição. “Com este edital, o Basa reforça o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da região superando o valor dos últimos editais”, comentou.

A coordenadora de sustentabilidade do Basa, Samara Farias, informa que este Edital vai contemplar 206 pesquisadores de forma direta e indireta. Os prazos vigentes dos contratos serão de 18 a 36 meses, de acordo com a formação e desenvolvimento do projeto em questão.

Edital de Pesquisas

A terceira edição do Edital de Pesquisa Científica e Tecnológica 2022 do Basa teve o período de inscrições aberto no período de fevereiro a março de 2022. O objetivo do Edital é incentivar o desenvolvimento de pesquisas voltadas exclusivamente para o desenvolvimento dos estados que compõem a Amazônia Legal, fomentando projetos sustentáveis e reforçando a agenda Ambiental, Social e de Governança (ASG) do Banco da Amazônia para implementação de políticas públicas para promover as boas práticas na sociedade.

A relação completa com os projetos contemplados podem ser conferidos no site do Banco da Amazônia: https://www.bancoamazonia.com.br/index.php/projetos-de-pesquisa-cientifica

Com taxas de juros diferenciadas, Banco da Amazônia quer ampliar acesso das mulheres ao crédito

Cerca de 48% dos empreendedores no Brasil são mulheres. Mas elas são mais cautelosas na hora de investir em seus negócios. Para atender às particularidades desse público, o Banco da Amazônia desenvolve o Programa Amazônia pra Elas. Além de oferecer taxas de crédito mais baixas, o banco promove ações de conscientização sobre direitos e estimula o empreendedorismo com premiação e patrocínios.

Repórter: Angélica Cordova

Edição: José Alexandre

Quase metade dos empreendedores no Brasil são mulheres. Segundo dados do Relatório de Empreendedorismo no Brasil 2020, da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), elas são 48%. Mas a maior parte delas, 55%, empreende por necessidade, segundo levantamento do Sebrae. As mulheres também têm menos propensão a tomar empréstimos. Durante o ano de 2020, enquanto 54% dos empreendedores buscaram crédito, apenas 45% delas contrataram operações.

“Quando o assunto é crédito e empreendedorismo feminino, observamos que as questões culturais são fortes. Tanto do lado de fora do balcão, das mulheres empreendedoras que pedem o empréstimo, quanto do lado de dentro do balcão dos bancos, das instituições financeiras que oferecem”, pondera a coordenadora nacional de empreendedorismo feminino do Sebrae, Renata Malheiros.

Sensível a essas questões culturais, o Banco da Amazônia (Basa) lançou o programa “Amazônia pra Elas”, um dos braços do programa do Governo Federal chamado Brasil pra Elas. A ideia é estimular o empreendedorismo entre as mulheres. Somente em 2022, o banco já atendeu mais de 1.582 mulheres e investiu cerca de R$ 5,67 milhões somente em ações para fortalecer o empreendedorismo feminino.

Uma das empreendedoras que tomou o empréstimo no Basa foi Valéria Soares, 35 anos, moradora de Candeias do Jamari (RO). Ela atua no ramo de modas há mais de 10 anos, mas no período da pandemia enfrentou dificuldades. “Quebrei porque vendia muito fiado. Chegou num ponto que ninguém me pagou mais e fiquei devendo mais de 20 fábricas”, recorda.

Com filhos pequenos para sustentar, Valéria encontrou a saída por meio de um empréstimo específico desenvolvido para grupos de mulheres pelo Banco da Amazônia. Em 2020, ela contratou um crédito de R$ 8 mil na modalidade de aval solidário, em que uma empreendedora fica co-responsável pelos pagamentos das operações das demais. Os grupos podem ser formados por até sete pessoas.

“Às vezes, a pessoa pode pensar que é pouco, mas não se torna pouco quando você sabe fazer acontecer: desde que você pegue para você fazer girar e fazer dinheiro”, recomenda Valéria. Ela usou o valor emprestado para alavancar seu negócio. Comprou mercadoria, montou uma nova loja e conseguiu multiplicar seu investimento com um faturamento de R$ 25 mil em vendas. Com isso, pagou fornecedores e se restabeleceu. Hoje, já tem planos de investir em uma nova loja de roupas com um perfil mais popular.

Acesso ao crédito

As operações de crédito são feitas com taxas mais baixas e os pagamentos podem ser feitos em até 24 meses. O crédito é destinado a grupos de micro e pequenas empreendedoras para investimentos, compras de insumos e mercadorias, pequenas reformas e ampliações. Com taxas fixas, o prazo para pagamento varia de 12 a 24 meses.

A Gerente de Planejamento do Banco da Amazônia, Márcia Mithie, explica que as mulheres podem recorrer ao crédito com taxas de juros diferenciadas até 30 junho. Na carteira do microcrédito, as mulheres são 58% dos empreendedores atendidos pelo Basa. Em 2021, o banco contratou R$ 121 milhões em microcrédito. “Para 2022, o Banco da Amazônia tem a meta de contratar R$ 411 milhões e ampliar para 60%, no mínimo, para atender as mulheres empreendedoras nesse programa”, adianta Mithie.

O Amazônia pra Elas inclui o Amazônia Florescer pra Elas, um produto de microcrédito urbano modelado para mulheres com taxas de juros reduzidas, a 2,28% ao mês. O Basa lançou a proposta em maio. “Muitas vezes, as mulheres são a base da casa, da família e das finanças também. Então, nesse contexto, precisa de um olhar diferenciado para esse papel da mulher e é isso que o Banco da Amazônia vem fazendo, não somente lançando agora as taxas diferenciadas, mas também modelando produtos para que atendam, apoiem, engajem e que promovam o empreendedorismo feminino”, defende a gerente Márcia Mithie.

O Amazônia pra Elas tem ações planejadas até março de 2024. Além de taxas diferenciadas, o programa prevê uma premiação para mulheres empreendedoras, edital de patrocínio e campanha de enfrentamento à violência doméstica e familiar.



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